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Pebliscito
Plebiscito
popular pelos 10% do PIB para a educação pública
Entre os dias 6 de novembro e 6 de
dezembro, ocorrerá em todo o Brasil um plebiscito popular, com a pergunta
"Você concorda com o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na
Educação Pública já?". A atividade faz parte da campanha "10% do PIB
para a Educação Pública, já!", que vem sendo discutida pelo Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN). O
movimento já conta com 25 entidades nacionais, que assinaram o documento
"Por que aplicar já 10% do PIB nacional na Educação Pública?", que
convida a sociedade civil e as organizações dos/as trabalhadores/as a
participar da ampla mobilização. A data do plebiscito foi definida no último
encontro da coordenação executiva da campanha, realizado no dia 24 de outubro,
no Rio de Janeiro (RJ).
O CFESS, que defende a educação pública, gratuita, laica e presencial, integra
o movimento nacional, que já conta com diversos sujeitos, como o Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), a
Central Sindical e Popular - Conlutas, a Assembléia Nacional dos Estudantes
Livre (ANEL), entre outros.
Segundo o Comitê Executivo da Campanha, a consulta pública, um instrumento de
diálogo com a classe trabalhadora, tem como objetivo sensibilizar a sociedade
para a necessidade de aumentar imediatamente os recursos destinados pelos
governos à educação pública. As urnas para coleta dos votos estarão espalhadas
em todo o país em escolas, universidades, sindicatos, praças públicas, entre
outros. A divulgação dos locais específicos será feita pelos comitês estaduais
da campanha. (Clique
aqui para se informar sobre como participar).
Para ampliar o alcance do movimento pela aplicação imediata de 10% do PIB na
educação pública, foram lançados no mês de setembro um abaixo-assinado e um
blog na internet. A página com o manifesto da campanha pode ser acessada no
endereço http://dezporcentoja.blogspot.com/.
Marcha pelos 10% do PIB
Na última quarta-feira, 26 de outubro, o CFESS participou da Marcha pelos 10%
do PIB para a Educação, realizada em Brasília (DF) pela Confederação Nacional
dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas 43 entidades filiadas. A
mobilização registrou cerca de 10 mil participantes, que caminharam rumo ao
Congresso Nacional.
A conselheira Ramona Carlos, que esteve presente, afirmou que a mercantilização
da política de educação brasileira requer a aliança dos defensores da educação
pública e gratuita nessa estratégia de luta. "O CFESS não poderia deixar
de participar, inclusive porque este movimento só vem reforçar a nossa Campanha
"Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social,
censurada pela justiça, mas pela qual seguimos lutando", declarou.
Mas por que 10%?
Segundo o ANDES-SN, esta não é uma discussão de agora. Há mais de dez anos, os
setores organizados ligados à educação formularam o Plano Nacional de Educação
(PNE), no qual professores, entidades acadêmicas, sindicatos, movimentos
sociais e estudantes elaboraram um cuidadoso diagnóstico da situação da
educação brasileira, indicando metas concretas para a real universalização do
direito de todos à educação. Segundo o estudo, é necessário um mínimo de
investimento público da ordem de 10% do PIB nacional. Entretanto, hoje o Brasil
aplica menos de 5% do PIB nacional em Educação. "Desde então já se
passaram 14 anos e a proposta de Plano Nacional de Educação em debate no
Congresso Nacional define a meta de atingir 7% do PIB na Educação em ...
2020!!!", alerta o documento.
"O argumento do Ministro da Educação, em recente audiência na Câmara dos
Deputados, foi o de que não há recursos para avançar mais do que isso. Essa
resposta não pode ser aceita. Investir desde já 10% do PIB na educação
implicaria em um aumento dos gastos do governo na área em torno de 140 bilhões
de reais. O Tribunal de Contas da União acaba de informar que só no ano de 2010
o governo repassou aos grupos empresariais 144 bilhões de reais na forma de
isenções e incentivos fiscais. Mais de 40 bilhões estão prometidos para as
obras da Copa e Olimpíadas. O Orçamento da União de 2011 prevê 950 bilhões de
reais para pagamento de juros e amortização das dívidas externa e interna
(apenas entre 1º de janeiro e 17 de junho deste ano já foram gastos pelo
governo 364 bilhões de reais para este fim). O problema não é falta de verbas
públicas. É preciso rever as prioridades dos gastos estatais em prol dos
direitos sociais universais", diz outro trecho do documento.
Fonte: CFESS.
Maiores informações:
www.cfess.org.br